Alvaro Camargo, M.Sc., PMP

Início » Gerenciamento de projetos (Página 2)

Arquivo da categoria: Gerenciamento de projetos

Manual de Projetos Infraestrutura e Engenharia em promoção

Manual de Projetos Infraestrutura e Engenharia em promoção até 20/11/2015 na Oficina de Textos

Informo que o livro escrito por Julio Schwartz e eu, Manual de Projetos Infraestrutura e Engenharia, está sendo vendido pela Editora Oficina de Textos em promoção com desconto de 25%  e ainda pode ser parcelado. A oferta é válida até 20/11/2015. É uma boa oportunidade para adquirir seu exemplar. O link de acesso ao livro no site da Oficina de Textos é:

http://www.ofitexto.com.br/manual-de-projetos-de-infraestrutura-e-engenharia/p

Os profissionais que tem lido o livro têm me falado que gostaram especialmente dos tópicos relacionados com a administração de contratos, pleitos e controvérsias. Também recebi um excelente feedback pelo fato do livro abordar todo o ciclo de projetos de infra e engenharia, desde a captação do negócio até o encerramento e lições aprendidas.

 

A importância do Gerenciamento de Informações Contratuais em Empreendimentos de Infraestrutura e Engenharia

A importância do Gerenciamento de Informações Contratuais em Empreendimentos de Infraestrutura e Engenharia

Hoje, dia 26/10/2015, foi publicada uma matéria sobre a importância do gerenciamento de informações contratuais em empreendimentos de infraestrutura e engenharia no Portal Brasil. Neste artigo eu e Rivaldo Tamiazzo explicamos algumas questões importantes sobre esse assunto. Clique no logo do portal Brasil Engenharia a seguir para acessar a matéria.

Alvaro Camargo entrevistado por Heródoto Barbeiro no Record News

Alvaro Camargo entrevistado por Heródoto Barbeiro no Record News a respeito das Olimpíadas em 2016

Dia 20 de outubro de 2015 fui entrevistado pelo jornalista Heródoto Barbeiro no canal de TV Record News sobre as Olímpiadas em 2016. Veja o vídeo:

Novo livro sobre gerenciamento de projetos

Novo livro da Rosalina sobre gerenciamento de projetos

Um novidade interessante: meu amigo Alonso Soler acaba de lançar o livro “Gerenciamento de Projetos em Tirinhas: especialistas comentam a rotina de Rosalina, a Gerente de Projetos“. Este lançamento é especial para mim pois eu sou um dos especialistas que comentam a rotina da Rosalina, que é um personagem criado pelo Alonso. Rosalina é uma gerente de projetos que lida com as mais inusitadas situações quando está gerenciando projetos. Foi uma forma divertida que Alonso criou para divulgar o gerenciamento de projetos como uma importante área de conhecimento humano e que já está no segundo livro (O primeiro livro foi Rosalina e o Piano).

O livro está disponível para compra no site da Editora Brasport, no link abaixo:

http://www.brasport.com.br/gerenciamento-de-projetos/cases/gerenciamento-de-projetos-em-tirinhas-especialistas-comentam-a-rotina-de-rosalina-a-gerente-de-projetos/

Se você deseja obter dicas interessantes sobre gerenciamento de projetos, considere adquirir o novo livro da Rosalina. Além de divertido, o livro contém informações muito valiosas.

Controle Econômico e Financeiro em Projetos

Controle Econômico e Financeiro em Projetos

Um novo artigo escrito por mim e pelo meu parceiro de consultoria, Julio Schwartz, acaba de sair na revista MundoPM (Ano 11, número 61, Fevereiro e Março de 2015, páginas 46 à 51): Controle Econômico e Financeiro em Projetos. Trata-se de um artigo que esclarece como os componentes do sistema de controles econômicos e financeiros de empresas contratadas para fazer projetos de infraestrutura e engenharia. Trata-se de um artigo de leitura essencial para quem trabalha com projeto desse tipo. Embora o artigo esteja focado em projetos de infraestrutura e engenharia, o mesmo também é útil para gestores de projetos que trabalham em empresas contratadas para desenvolver projetos para seus clientes.

A revista MundoPM, como sempre, traz ainda, neste número, outros artigos interessantes, em especial o artigo “As balas de prata no gerenciamento de projetos”, de autoria do meu colega na FGV, Prof. Carlos Magno Xavier.

MundoPM

Significado de Stakeholder e Engajamento em Português

Significado de Stakeholder e Engajamento em Português

Stakeholders

Como se sabe, o PMBOK (Project Management Body of Knowledge) em sua quinta edição acrescentou uma nova área de conhecimento: o gerenciamento de stakeholders em projetos. Como se sabe, essa área possui os seguintes processos:

13.1.Identificar Stakeholders

13.2.Planejar o gerenciamento de stakeholders

13.3.Gerenciamento de engajamento de stakeholders

13.4.Controle do engajamento de stakeholders

Essa semana recebi duas perguntas interessantes sobre essa área de conhecimento:

Pergunta 1: Em Português, o correto não seria falar gerenciamento de partes interessadas em projetos?

Pergunta 2: Qual o significado de engajamento no contexto do gerenciamento de projetos?

Essas perguntas parecem, a princípio, pouco importantes. Mas não são. Explico o porquê.

A palavra stakeholder não tem uma tradução exata na língua portuguesa. E a expressão “partes interessadas” ou outras que são usadas como sinônimo, como por exemplo, intervenientes, impactados ou afetados, não refletem o real significado do conceito em toda a sua amplitude. Veja só:

  • Partes interessadas: na realidade nem sempre todas as partes realmente estão interessadas no projeto.
  • Intervenientes: na realidade nem sempre todos os stakeholders intervêm no projeto.
  • Impactados: na realidade nem todos os stakeholders são realmente impactados pelo projeto.
  • Afetados: da mesma forma, é possível afirmar que nem todos os stakeholders são afetados pelo projeto.

Exatamente por isso houve uma decisão dos autores (entre os quais eu me incluo já que sou um dos coautores) do livro “Gerenciamento de Stakeholders do Projeto”, publicado pela Editora FGV de manter a palavra stakeholder em Inglês. Eu detesto o uso de estrangeirismos aqui no Brasil quando existe uma palavra equivalente em Português. Mas nesse caso achei que não tinha jeito. O termo stakeholder é muito abrangente e envolve todos os conceitos descritos acima (Partes interessadas, intervenientes, impactados, afetados). Além disso, a palavra stakeholder é conhecida mundialmente e expressa, corretamente, esse conceito essencial para gerenciar projetos.

Quanto ao significado de “engajamento”, objeto da pergunta 2, acima, tenho as seguintes considerações a fazer. Segundo o dicionário Aurélio, a palavra engajar significa:

  1. Aliciar para serviço pessoal ou para emigração.
  2. Obrigar-se a serviço por engajamento.
  3. Alistar-se ou profissionalizar-se no exército (ou forças armadas em geral).
  4. Filiar-se a uma linha ideológica, filosófica, etc. (Grifo meu)
  5. Empenhar-se em uma atividade ou empreendimento. (Grifo meu)

Já a palavra engajamento significa:

  1. Ato ou efeito de engajar-se.
  2. Contrato para certos serviços.
  3. Aliciação, alistamento.
  4. Situação de quem é solidário com as circunstâncias sociais, históricas e nacionais em que se vive, e procura, pois, ter consciência das consequências morais e sociais de seus princípios e atitudes. (Grifo meu)
  5. Situação de filósofo que admite ser impossível começar um sistema sem pressuposição, tendendo, pois, a levar em conta a situação concreta que o cerca.

Isto posto, penso que a palavra “engajamento”, no contexto de gerenciamento de projetos, tem a ver com os itens que estão grifados no texto acima. Quando se apoia um projeto é porque existe concordância com aquilo que o projeto propõe como objetivo, ou seja, com a filosofia do projeto. Significa também que o stakeholder que apoia o projeto é solidário com as circunstâncias sociais e históricas que motivaram a execução do projeto.

Para o conjunto de stakeholders formados pelos integrantes da equipe de projeto, o engajamento, claramente, diz respeito a empenhar-se em uma atividade ou empreendimento. Isso também é válido para alguns outros stakeholders que, mesmo não fazendo parte da equipe de projeto, contribuem com suas atividades para o progresso do projeto (Organizações e terceiros contratados para executar atividades do projeto, agências de governo, etc.)

Alguns me perguntam se engajamento não é o mesmo envolvimento. Considero que podemos afirmar que engajar é envolvimento. Mas não é apenas isso. É apoiar o projeto com atitudes. É estar consciente das consequências do projeto. É empenhar-se na execução do projeto.

Espero que esse post esclareça o assunto. Mas, caso você caro leitor, não concorde, sinta-se à vontade para discordar. A polêmica será boa.

Projeto do ajuste fiscal brasileiro em 2015

Projeto do ajuste fiscal brasileiro em 2015

Não é novidade para ninguém que o Brasil precisa fazer urgentemente um forte ajuste fiscal. Cada ajuste fiscal é único por sua própria natureza. A forma de fazer um ajuste fiscal depende das circunstâncias do momento em que ele é feito. Se o ajuste fiscal brasileiro tivesse sido feito há um ou dois anos atrás, é certo que seria diferente do ajuste que o ministro Joaquim Levy terá que fazer hoje. Dado o caráter único de cada ajuste fiscal feito pelo governo, podemos considerar que se trata de um projeto. Um projeto nada mais é do que um esforço feito para gerar um produto, serviço ou resultado único. No caso atual, o projeto tem que gerar dois resultados bem específicos: o equilibro das contas públicas e a restauração da credibilidade do Brasil junto aos agentes econômicos, em especial, os investidores. Como qualquer projeto, o de ajuste fiscal também deve ser ter um planejamento que inclua a definição de objetivos gerais e específicos, a definição do seu escopo, a identificação dos stakeholders e dos seus requisitos e dos demais pontos exigidos para uma boa governança de projeto conforme recomendação de padrões internacionais, como por exemplo, o Project Management Body of Knowledge.

Neste contexto, seria ótimo que a Presidente Dilma Roussef conhecesse um pouco mais sobre gerenciamento de projetos. Um projeto para ser bem sucedido, exige, entre outras coisas, um patrocinador que jogue a favor do projeto e um gerente de projeto com poderes e competência para “tocar” o projeto. Aparentemente não é o que estamos vendo. Apesar do nome de peso de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, existem dúvidas sobre quem realmente vai gerenciar esse projeto de ajuste fiscal. Se Dilma continuar se considerando a economista chefe do governo, é certo que o projeto fracassará. O papel da Presidente é o de patrocinador e não de gerente do projeto. Um patrocinador deve apoiar o projeto e “blindar” o gerente do projeto contra a pressão de mudanças no objetivo e no escopo do projeto. Já a função do gerente de projeto é a de planejar, executar e tomar as ações de controle para evitar que o projeto saia dos trilhos. A sinalização que vem sendo dada pelo governo, dá a impressão de que Dilma não vai abdicar do papel de economista chefe do governo. Se isso for verdade, ela será o gerente do projeto de ajuste fiscal. O recente “pito” que ela deu no Ministro Nelson Barbosa a respeito do salário mínimo sinaliza que, aparentemente, a Presidente Dilma não compreende a dinâmica e nem os métodos que fazem com que um projeto seja bem sucedido. O projeto em pauta já tem um gerente competente. Falta agora a patrocinadora engajar-se no papel que lhe cabe. Ficarei muito feliz se essa percepção que eu tenho estiver errada.

%d blogueiros gostam disto: