Alvaro Camargo, M.Sc., PMP

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Professor nota 10 três vezes em 2018

Alvaro102018

São Paulo, 05fev2019. Acabo de fazer o inventário de avaliação das minhas aulas de pós-graduação em 2018. Tive a honra de ser agraciado com a nota 10 em três turmas. Um feito incrível. Agradeço à todos os alunos que contribuíram para essa pontuação excepcional.

 

Gerenciamento de Projetos para Executivos de Finanças

gerprojfin

O protagonismo do executivo de finanças nos projetos das organizações não deveria ser limitado apenas aos estudos de viabilidade econômica e financeira e controle orçamentário. O papel do executivo de finanças em projetos é maior do que esse. Conheça todos os segredos de como o executivo de finanças pode contribuir para um melhor desempenho dos projetos das suas organizações. Capacitação exclusiva em gerenciamento de projetos para executivos de finanças em 04 e 05/02/2019 em São Paulo. Além dos conceitos básicos em gerenciamento de projetos, essa capacitação envolverá tópicos específicos para financeiros, como por exemplo, contratos, custo do projeto, faturamento, fluxo de caixa, indicadores, aspectos contábeis e manutenção do equilíbrio econômico e financeiro dos projetos. Inscrições em: http://cavalcanteassociados.com.br/product/gerenciamento-de-projetos-para-executivos-de-financas/?dataInicial=2019-02-04&dataFinal=2019-02-05

Novo livro sobre capacidades dinâmicas das organizações

AnuncioO novo livro sobre capacidades dinâmicas das organizações do qual eu participei como autor está prestes a ser publicado. O livro desvenda o segredo das empresas que conseguem se reconfigurar e se manterem competitivas e também analisa a fundo a pesquisa cientifica sobre o tema. Um livro de peso para aqueles que querem entender o tema em profundidade e para quem faz mestrado ou doutorado em administração. O time de autores também é de peso: Adriana Roseli Wünsch Takahashi, Alex Moraes Lopes Fernandes Leite, Alvaro Camargo, Beatriz Prieto, Carla Patrícia da Silva Souza, Claudia Cristina Bitencourt, Cristiane Froehlich, Dimária Silva e Meirelles, Erick de Freitas Moura, Fernando Ribeiro dos Santos, Janaína Maria Bueno Josue Alexandre Sander, Júlia Doebber Herrmann, Lucas Cé Sangalli Marcello Romani Dias, Maria Tereza Leme Fleury, Marcos Vinícius Pereira Correa, Rodrigo Assunção Rosa, Sergio Bulgacov, Silvio Dobelin Silvio Popadiuk e Simone Vasconcelos Ribeiro Galina.

AmCham Brasília traz Alvaro Camargo

Entenda como construir projetos que revolucionam a atuação de sua empresa no mercado.

Amcham Alvaro

Para se inscrever, clique no link: https://www.amcham.com.br/calendario/event?eventid=3857

Projeto da área de saúde de alunas se torna realidade

Estou tendo a satisfação de ver um projeto de alunas minhas no MBA do Hospital Oswaldo Cruz tornar-se realidade. Amanhã, dia 20/07/2018, eu estarei em Salvador para ver a apresentação oficial do projeto para o Secretário de Saúde do Estado da Bahia. Cassia Guerra, Fernanda Begnami Guimarães, Gabriela Carvalho, Luciane Bastos e @Silmara Scontre serão as palestrantes.

PROJETO - MBA GRUPO 6 2018-07-14-09-36-55

GDRP: problema ou oportunidade?

GDRP

São Paulo, 09 de julho de 2018 – Por Álvaro Camargo.

No dia 25 de maio de 2018 entrou em vigor na União Europeia o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR – General Data Protection Regulation). Trata-se de uma legislação europeia relativa à proteção de dados pessoais. Para as empresas brasileiras, é importante estar atento para os impactos que essa legislação pode trazer para suas operações. O GDRP reflete a atual tendência de leis emitidas por um país ou bloco de países tenham aplicação extraterritorial.  Segundo essa nova legislação, os controladores e processadores de dados, mesmo aqueles que não estão estabelecidos na União Europeia, estão sujeitos as suas regras em caso de oferta de bens ou serviços para indivíduos localizados na EU, mesmo que não haja nenhum pagamento . Esse é o caso típico de provedores de serviços que funcionam na internet e que têm usuários em outros países. Mas não é só isso. Quando o monitoramento do comportamento de titulares de dados ocorrer na região da União Europeia, a nova legislação também se aplica.

Impacto nas organizações brasileiras – Para as empresas brasileiras é necessário verificar se o seu processamento ou controle de dados oferecem ou tem a intenção de oferecer bens ou serviços na região da União Europeia. Se um comércio eletrônico é operado fora da União Europeia, mas é usado por pessoas no âmbito desse bloco econômico, o GDPR se aplica. Se por acaso as moedas ou línguas utilizadas nos serviços e nas transações são padrões da União Europeia, então isso também configura a necessidade de atendimento das exigências do GDPR. Qualquer serviço de venda ou envido de mercadoria ou uso de website de usuários residentes na região da União Europeia igualmente configura a necessidade de obedecer aos padrões ditados pela GDPR. Isso significa que serviços em nuvem, aplicações de internet, operadoras de meios de pagamento, outsourcing de folha de pagamento, licenciamentos de software por meio de SaaS e até mesmo plataformas de anúncios em redes sociais, estão enquadrados pelo novo regulamento. Qualquer processador ou controlador de dados estabelecido na UE  é sujeito ao GDRP mesmo que as atividades de processamento dos dados não ocorrem em países desse bloco econômico.

Sanções – As sanções para as empresas que desrespeitem essa nova legislação são pesada e podem alcança até 4% das receitas anuais globais da organização infratora segundo a Pinhão & Koiffman Advogados[1]. Isso tudo significa que as empresas brasileiras precisam conhecer os riscos envolvidos com essa nova legislação e executar projetos para adequação de conformidade. É necessário que as Empresas Brasileiras, compreendam os riscos de vazamento de dados em seus sistemas e verificar as eventuais salvaguardas ou exceções que essa legislação traz. Em determinados caso pode ser necessário designar um agente de proteção aos dados que seja isento para poder criar, implantar e gerir políticas de proteção aos dados.

O lado bom – Mas nem tudo é má notícia. Existe pelo menos um segmento que já está se beneficiando dessas novas regras da União Europeia: as empresas que vendem seguros cibernéticos. Em determinadas situações pode ser conveniente a contratação desse tipo de seguro para fazer frente à eventuais problemas. Uma outra frente positiva é que o GDRP está criando uma demanda de projetos que vão desde a adequação de sistemas, passando por aconselhamento jurídico e desenvolvimento de novos produtos, como por exemplo, seguros cibernéticos. E isso é bem vindo para profissionais das áreas jurídica, de tecnologia da informação, corretores de seguros, além de outros tipos de profissionais que atuam em organizações que possam ter alguma relação com o GDRP.

[1]Fonte: http://direitoparatecnologia.com.br/gdpr-aplicado-as-empresas-brasileiras/?gclid=CjwKCAjwj4zaBRABEiwA0xwsPwTOW65IGjyobczE-HDJ6smFPLFJLuOH_Er2y3EX3EOWxIcTxl1fWBoCk1IQAvD_BwE , acesso em 09 de julho de 2018 as 19:18 horas.

Uber como ferramenta de melhoria da saúde?

Uberhealth

Por Alvaro Camargo em 20 de março de 2018.

O texto a seguir é um resumo de um artigo original, escrito e publicado em 20 de março de 2018 pela jornalista Jaimy Lee, editora de notícias do LinkedIn para a área de Saúde. Resolvi fazer um resumo do artigo para meu amigo e colega, Isaac Ferraz, que está fazendo doutorado na área que envolve a intersecção entre mobilidade urbana e saúde. Ao ler o artigo original eu logo cheguei a conclusão de que a reportagem merecia uma divulgação maior já que trata de um assunto de interesse geral: como melhorar a saúde pública com plataformas digitais de compartilhamento de veículos como Uber99Easy Taxi e Cabify ? Dada a importância do tema eu resolvi publicar este texto.

Segundo a jornalista Jaimy Lee, existe atualmente uma disputa ferrenha entre Lyft e Uberpara se tornarem o principal meio de transporte de pacientes. Segundo a jornalista, o Dr. John Brownstein, diretor de inovação do Hospital Infantil de Boston, teve a ideia de que o Uber poderia ser usado para auxiliar o transporte de pacientes no final de 2013. O médico deixou um comentário no aplicativo depois de usar o Uber. A empresa ligou de volta para ele. Conclusão: passados três anos, o Dr. John Brownstein foi cofundador da Circulation, uma Startup que fornece o transporte de qualquer tipo para os pacientes para garantir que eles cheguem às consultas médicas. A empresa faz uso do Lyft e do Uber.

Segundo o médico, os fornecedores de serviços de saúde deveriam considerar o uso de plataformas de transportes sob demanda para seus pacientes. O artigo de Jaimy Lee cita exemplos de uso de plataformas como o Uber na área de saúde: médicos poderiam ser enviados para as casas dos pacientes para examiná-los após a alta hospitalar. Além disso, plataformas como o Uber e similares poderiam também transportar medicamentos controlados e equipamentos médicos para tratamento de pacientes em casa.

Segundo Jaimy Lee, não é surpresa que tanto a Lyft como a Uber tenham anunciado uma série de parcerias com organizações de saúde. A Lyft, por exemplo, desenvolveu uma parceria com a empresa Allscripts, fornecedora de pessoal médico especializado e que também faz gerenciamento de práticas e fornece serviços de registros eletrônicos de saúde. A Allscripts está colocando a plataforma da Lyft em seu sistema, o que permitirá que os médicos e hospitais que usam seus sistemas possam buscar pacientes em suas casas para consultas e procedimentos médicos.  A Lyft também está se unindo à Hitch Health, empresa que desenvolveu uma plataforma que conecta sistemas de registro eletrônico de saúde com a tecnologia de plataformas de veículos por aplicativo. Isso obviamente permite aumentar o fluxo de pacientes para hospitais e clínicas. Por outro lado, no dia 1º de março de 2018, foi lançado nos EUA o serviço Uber Health, que é uma plataforma que permite que as organizações de saúde programem viagens para seus pacientes. Segundo Jaimy Lee, mais de 100 provedores já estão usando a versão beta do Uber Health.

Mais recentemente, a Blue Cross Blue Shield Association (BCBS) declarou estar testando um programa que usa o Lyft para levar os pacientes às farmácias da rede CVS e da Walgreens para facilitar a compra de medicamentos e também para fazer consultas com seus médicos. As seguradoras do grupo BCBS e as redes de farmácias reembolsarão o custo da viagem dos pacientes. Tudo isso tornará mais fácil melhorar o transporte na área da saúde. Quando os pacientes não comparecem às consultas agendadas, os profissionais e as organizações de saúde perdem dinheiro. E os pacientes que perdem suas consultas também não recebem os cuidados necessários. Por fim, as drogarias também são prejudicadas quando os pacientes não conseguem buscar seus medicamentos.

Apesar de todo o interesse das empresas, o sucesso da iniciativa ainda não é claro. Um estudo publicado em fevereiro de 2018, no periódico cientifico JAMA Internal Medicine, revelou que a adoção dos serviços de transporte através de plataformas de veículos por aplicativos por pacientes de cuidados primários foi baixa. Mas isso não quer dizer o uso dessas plataformas de transporte está fadado ao fracasso. É provável que o transporte de pacientes continue a ser um tópico de muito interesse, conforme afirmação de Kristin Schondorf, líder da área de mobilidade e de transporte da consultoria Ernst & Young nos EUA.

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